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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Mundo Raso - PMA

Continuando o post Mundo Raso... porque achei um dos elementos de causa para esse desastre.

Eu não sabia quem era o inventor do positivismo, por isso fui ao Wikipedia e descobri que foi Auguste Comte, que por coincidência é o mesmo cara que inspirou o lema "Ordem e Progresso" da nossa bandeira. As idéias dele foram importantes para a ciência, embora eu achei que ele escorregou ao criar uma religião, mesmo sendo uma religião sem deuses.

Eu coloquei isso porque aparentemente, "pensamento positivo" tem a ver com o movimento positivista, certo? Errado! (ok, só eu não sabia dessa! - editado: descobri que no início do nerdcast #401 o Alixandre Jovem Nerd também cometeu essa canelada). Mas vou deixar a parte de cima para balancear o post.

O pensamento positivo tem a ver com o otimismo, que é uma coisa que eu não aprendi a praticar.

Descobri que o Dale Carnegie, que é aquele cara de sucesso referência em qualquer curso de vendas que se preze, influênciou um tal de Napoleon Hill a escrever o livro Think and Grow Rich onde ele criou o termo "Pensamento Positivo", que no original, em inglês, é conhecido como "Positive Mental Attitude" ou PMA.

Já de início começou torto, porque o Carnegie não foi um cara de sucesso porque era otimista e sim porque era persistente, dedicado e bom naquilo que fazia.

Essa desgraça da PMA é a criadora de todos os livros de auto-ajuda que trazem a sensação de que qualquer animal de teta consiga ser muito bom em qualquer coisa que ele escolha pra fazer, apenas praticando a PMA. Tenho certeza que isso também influênciou o autor daquele livro "O Segredo", que está na minha lista pra servir de combustível pra churrasco.

Fazer as pessoas acharem que conseguem ter o sucesso apenas porque são ultra-mega-otimistas só contribui para o aumento do diâmetro da pizza do conhecimento, que não tem ao menos uma borda recheada. Fica com a massa fina e quebradiça e o recheio é de poucas fatias de muzzarela desnatada.

Para entender de onde veio mais essa conclusão: Post do Steve Salerno Traduzido, Post Original do Steve, Livro do Steve,

terça-feira, 1 de março de 2011

Mundo Raso

Esse tema é extenso, e queria refletir mais sobre ele antes de escrever, mas achei melhor escrever em partes e seguir o "modus operandi" atual da sociedade moderna.

Tudo começa com observações sobre o cotidiano. O que eu tenho vivido ultimamente, e confrontado com observações semelhantes de amigos, é que o mundo está cada vez mais fino, raso e achatado. É claro que a minha percepção não vai além do que acontece ao meu redor, e por isso, a ideia de colocar no blog é para tentar medir o tamanho do estrago.

A observação inicial começou com um gesto simples de levar meu carro ao mecânico onde depois de uma via sacra em mais três oficinas consegui finalmente descobrir a causa do defeito. Das três, encontrei apenas uma onde o mecânico parecia realmente entender do assunto.

A próxima experiência foi para fixar minha TV na parede. Começando com a compra do suporte que dizia servir para qualquer modelo e para a minha TV era diferente. Depois, quando achei o tamanho correto, ao abrir a caixa o fabricante, descaradamente informava que os parafusos de fixação no lado da TV podiam não servir. Ao tentar comprar os parafusos, sem uma especificação certa, cheguei a especificação de um parafuso M8x60. Ao chegar na loja de ferragens, o primeiro vendedor sequer sabia o que significava essa medida. Para o segundo, tive que explicar que eram medidas em milímetros onde ele arriscou usar um paquímetro sem muito sucesso para tentar me vender um parafuso "semelhante".

Se eu precisar ir a um posto médico de emergência ou a um pediatra levar meus filhotes, é trágico chegar sem um diagnóstico pronto. Se falo dos sintomas, o resultado é uma "virose". Se arrisco algo como uma inflamação ou resfriado, será esse. Mesmo com radiografias, os médicos não tem muita certeza do diagnóstico. É difícil encontrar um que justifique o diploma.

Se eu colocar minhas histórias nas empresas, vai ser um desastre. Será uma sequência de episódios de amadorismo cruel. Quanta gente enfiada em profissões para as quais não tem o mínimo de aptidão! Quanta gente fazendo trabalho completamente amador apenas porque recebeu uma indicação. Quantos sem um mínimo de paixão pela profissão!

Existem outras situações que passei a observar e que são situações comuns, do dia a dia, mas que sempre chegam ao mesmo ponto, ou seja, a exacerbação do amodorismo, a falta de conhecimento básico, a despreocupação com o saber. Se levar em conta os exemplos que encontro no trânsito, o número de amadores tende ao infinito.

Não é um desastre total. É claro que encontro profissionais, pessoas dedicadas e que sabem o que estão fazendo, mas claramente é uma exceção.

Uma das conclusões que cheguei e espero estar errado, é que a culpa é do excesso de informação. Parece que a revolução do conhecimento está levando as pessoas a ficarem mais preguiçosas ou dispersas e consequentemente aproveitando apenas a informação de qualidade ruim. As pessoas param de pensar e questionar porque a informação é abundante e não é preciso entender. É preciso apenas ter o acesso.

Eu tinha a certeza de que mais acesso a informação nos levaria mais perto de uma civilização mais "inteligente" e mais evoluída, mas parece que o resultado não está sendo esse. A mesma informação errada ou não criticada é replicada diversas vezes e parece se tornar uma verdade. Esse ciclo tem cara de armadilha para a liberdade de pensamento. Como diria um professor, são os grilhões sendo colocados aos poucos, mas dessa vez no cérebro!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Renato Cartesius

A sensação de que tudo na vida se repete, sempre me deixou maluco. Conforme o tempo passa e a gente vai vivenciando o mundo, passa a ter cada vez mais essa sensação. Como parece que as idéias e o comportamento também seguem essa regra com uma ligeira diferença, chego a conclusão que as coisas não são cíclicas e sim espiraladas. Com o tempo essa espiral vai abrindo e os ciclos anteriores vão apenas influenciando o atual e lá vem o pequeno dejá-vù.

Como não poderia ser diferente, vendo esse vídeo tive mais um deles. Só me resta fazer outra homenagem, mesmo sem ter um xerox à laser, dá pra brindar o cidadão.

Agora vai cabelinho no zóio!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Universo 1.0

Somos seres incompletos e por isso sempre estamos evoluindo nossa opinião sobre as coisas. Pensar no que somos e o que é tudo isso onde vivemos, é um exercício bastante interessante e mantém minha a mente inquieta.

Nas minhas tentativas eu sempre tento pensar naquilo que me parece a mais certa dentre as outras que pensei até agora. É um método cartesiano, mas parece funcionar bem. Eu também vou tentar não seguir uma linha do tipo: primeiro surgiu o verbo...

Comecei tirando tudo que poderia ser material e todo conceito que pudesse levar a alguma dependência. Daí já matei o criador. Porque sempre que existe o criador, também existe o criador do criador, e assim por diante...

A primeira coisa que consegui isolar em todas que pensei, foi o Equilíbrio. É assim que começa o meu universo. Como o equilíbrio, inicialmente não depende de nada (não é bem assim), ele também pode se caracterizar como algo que sempre existiu, eterno e onipresente.

Depois, quero dizer, se não existia tempo não tem como existir o depois, mas de alguma forma, junto com o equilíbrio, surge o Movimento. O movimento é, ao mesmo tempo, a consequência e a causa do Equilíbrio. Eles fazem nascer o tempo, a energia e a matéria. O universo passa a ser uma batalha eterna entre o equilíbrio e o movimento. É, eu sei. É de dar nó no cérebro.

Com o surgimento do tempo, nasce o Pensamento e com ele todos os outros problemas...

terça-feira, 27 de julho de 2010

Bar Abbas

Um errante olhou ao longe e viu no alto da montanha uma pequena multidão. A distância não lhe permitia dizer muita coisa mas sabia que algo importante estava acontecendo. Uma celebração, pensou. Se pudesse olhar mais de perto, talvez conseguisse saber o que realmente estava acontecendo.
A mãe acompanhava a execução do filho, no alto daquela colina. Só lamentava e chorava porque nada podia fazer. O destino daquele homem estava traçado e ele agonizava pendurado naquela cruz. A chuva se aproximava e a agonia chegava ao fim. Foi o caminho que ele escolheu.
O soldado, bem de perto, olhava para a cruz e aguardava o final da cerimônia. Pensava apenas em voltar pra casa, para poder ficar com seu filho e sua esposa depois de mais um dia de trabalho. Olhava a multidão e sentia pena daqueles que choravam.
Um viajante que passava por perto, vê aquela multidão e procura saber quem é o crucificado. Lhe dizem ser um ladrão e seu nome era Bar Abbas. O viajante curioso pergunta o significado desse nome e lhe dizem: "O filho do pai".

terça-feira, 9 de março de 2010

Filho

Filho é aquele pequenino, que nos traz a sensação breve de fazer parte da nossa vida.
O colocamos na nossa frente, na janela do trem, quando estamos passando naquela curva que contorna a montanha mais alta e mais bela, no topo do mundo.
Pedimos então a ele para olhar pra frente, para deslumbrar a natureza, para entender o mundo.
Nós apreciamos a paisagem também e continuamos a vê-lo na nossa frente, e percebemos todos os detalhes das suas reações e como ele entende a natureza.
Ele, no entanto, está vendo apenas a beleza do mundo, a liberdade e não tem nada a sua frente, apenas a mãe natureza.
Quando ele olha para trás, nós chamamos a sua atenção para continuar olhando pra frente, para não se preocupar conosco, para não perder nenhum momento, nenhum detalhe, porque o contorno da montanha é curto e não teremos outra chance de mostrar a ele o que nós já vimos.
Quando a curva termina, temos a certeza que compartilhamos aquele momento único e será para sempre.

domingo, 6 de dezembro de 2009

TEDxSP

Demorei um pouco para colocar minhas impressões desse evento porque precisei de bastante tempo para digerir todo o "stream" de informação ao vivo que foi carregada na minha cabeça no melhor estilo Matrix Loading... Foi energia da mais pura direto no córtex! Vou tentar descrever, mas com certeza esse post vai apenas esbarrar no que realmente aconteceu no evento.

Fiquei muito contente quando recebi a confirmação da minha participação. Aproveitei para visitar a família em Sampa que também mora na zona leste.
- Organização: Simplesmente perfeita. Desde o material até as refeições, bebidas e os horários. Sem dizer que todos eram voluntários e bem dispostos. Foi um exemplo de dedicação e doação.
- Local: Na parte "velha" de Sampa, antiga região da Alpargatas que estava esquecida e abandonada e ganhou um belo teatro e uma excelente faculdade. Puro contraste social. A decoração do local também estava muito bem feita para trazer o espírito do TED.
- Palestras: Tinha gente emocionada, tinha gente experiente e preparada, tinha gente iniciando, teve arte, emoção e informação. O mais impressionante foi a velocidade dos talks. Não tinha tempo para questionar, não tinha tempo para refletir. Só dava para deglutir.

O primeiro bloco do evento foi o que eu mais curti. Acho que por juntar a ansiedade com talks carregados de emoção como o do Gutti Fraga com seu "Surfar o Tubão".
A palestra que mais me impressionou foi a do Luiz Algarra. Ele colocou um ritmo alucinante na frase tema do evento. Minha primeira experiência com a incontinência verbal interconectada. Como eu tenho o lado direito do cérebro cartesiano, tenho que dizer que foi emocionante.

O "medo de falar em público" foi parte de quase todos os talks. Teve gente mais acostumada a lidar com público como o do presidente do Santander, a Regina Casé e Sra. Setubal, mas a maior parte dos palestrantes se mostrou vítima dessa doença, mas enfrentou com coragem e conseguiu converter o medo em emoção de verdade daquelas que nem mesmo em uma peça de teatro a gente consegue presenciar. É como tomar um chopp no Pinguim, direto da fabrica!

Teve um assunto interessante que foi a maquina de fazer água. Conversei com o cidadão que está tocando o projeto e ele estava bem empolgado e o futuro é ter uma maquina que usa energia solar e assim vai se tornar um módulo independente até mesmo da energia.

Teve o talk da Fernanda Viegas, aquela do Many Eyes. Com eu sou do ramo, já conhecia o projeto desde 2008 e até usei pra umas estatísticas de usuários do meu componente.

Gostei também das palestras do Paulo Saldiva, do Augusto de Franco, Silvio Meira e do Denis Russo. Foram assuntos interessantes por falar de teorias das redes e também de comportamento em geral. Não vou deixar de citar a Dona Adonzinda que foi um exemplo de dignidade e perseverança.

Esse evento foi realmente surpreendente. O público estava bastante interessado nas palestras, dava pra sentir um foco comum principalmente pelo lado voluntário do evento como um todo. A galera parece ter mesmo entendido o objetivo do TEDx. A frase que ficou na cabeça foi "O mundo viverá pra sempre em modo beta".

Um coisa que foi falada bastante no evento foi um lance de não ter muito o passado e o futuro, foco no presente, no agora. Eu discordo um pouco disso. Acho que é importante aprender com o passado e planejar o futuro.

Eu vi que a maior parte das pessoas eram mais jovens e tinham aquele sentimento de mudança do jovem, de querer abraçar o presente e fazer a diferença agora. Teve muita empolgação também com o caminho que o Brasil está tomando com as notícias do petróleo, da copa, das olimpíadas, com as oportunidades que estão surgindo e deu aquele gostinho de que o Brasil vai dar certo, again!

Eu sou mais cético nesse ponto e não compartilhei muito dessa euforia, mas não acho que seja errado pensar assim. É essa a força que move um pouco a roda da ilha. Uma hora vai acontecer e eu acredito muito na mudança pela geração. É bem complicado uma mudança na cabeça das pessoas que estão no comando desse trem hoje.

Teve uma palestra no final onde o cidadão tentou costurar uma idéia do papel do Brasil no mundo, pensando no BRIC e foi interessante. A conclusão foi esquisita. É difícil para nós mesmos sabermos a nossa identidade e nosso papel. Não conseguimos ainda sair do nosso próprio mundo e enxergar o que a nossa "massa" representa. Como se diz por ai, pega essa!

O site do TEDxSP já está apresentando algumas palestras e em breve terá todas. Acompanhe e espalhe!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Ubiquidade

Eu gosto do trabalho do J.J., "Lost" principalmente, mas tenho que dizer que ele é um dos caras que estão na minha lista de "pessoas com incontinência verbal". O meu entendimento da caixa mágica que ele coloca nesse vídeo é a imaginação. Pensar numa caixa que representa tudo o que você quiser é no mínimo inspirador.

O mais interessante é que a história que ele conta mostra que tudo está conectado. É um tipo de coisa que não se explica mas se percebe. O mais engraçado é que basta você parar alguns minutos para pensar e irá identificar essas conexões em tudo que acontece e talvez perceber como é possível que todos sejam apenas um.


quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Cortina de Fumaça

Nesses últimos tempos, ela me disse que tinha algo estranho. Não sabia me explicar, mas disse que estava esquisito. Eu olhei uma vez, duas e também achei esquisito.
Depois que a gente passa algum tempo fazendo sempre as mesmas coisas, tendo aquele horário pra levantar, pra levar as crianças pra escola, pra tomar banho ou para ir dormir, qualquer coisa diferente chama a atenção.
Eu disse a ela que poderia ser a cor que estava meio acinzentada. Acho que deve ser por causa da fumaça eu concluí. As vezes o pessoal abusa um pouco no churrasco da comemoração e acaba estragando a pintura.
Ai eu disse pra ela que o décimo terceiro está chegando e que daria pra pintar novamente e tudo voltaria ao normal, novinho em folha pro ano que vem.
Ela deu risada e me disse:
- Pode até ser que fique mais bonito, mas quem já viu essa cortina esfumaçada não vai esquecer.

sábado, 22 de novembro de 2008

Ver é melhor que Olhar

Nesses últimos dias estou lendo um livro que traz conceitos muito interessantes, baseado nas últimas (pelo menos para mim) teorias da física. Chama-se Espaço-Tempo e Além
Como um bom ex-frustado-aluno de física, sempre que ninguém está olhando tenho um tempo em uma livraria vou para a estante dos livros de matemática e física.
Um dos conceitos desse livro é que todas as coisas são afetadas de acordo com a maneira que olhamos para elas, ou então de acordo com o pensamento que formamos sobre ela. De maneira inversa e mais fácil de entender, nós podemos ser afetados pela maneira que as outras pessoas nos enxergam. Aquilo que as vezes eu achava ser um "déjà vu" na verdade já estava no meu pensamento antes e por isso aquela sensação.
Nesse momento talvez você pense: "O que é que tu anda fumando? Tem mais?" :O)
Vale a pena a leitura para sair do comum. De uma forma ou de outra, se você está lendo isso é porque algo que já estava no seu pensamento te levou até aqui.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Medo, Indivíduo e Diversão

A qualquer tempo que se pare para ver um pouco de TV ou navegar pela internet, está lá, bem na sua cara!
Estão te metendo medo de algum desastre, de quebra financeira, de atentado terrorista, de doença cardíaca, de ser sequestrado.
De repende, sem o menor sentido, a cara muda. Um sorriso alegre. É o timão na série A! É a viagem pro Taiti em 24 vezes sem juros. É o novo lançamento do Órever 4x4 for you. Troque sua criança pobre por um Órever exclusivo!
Cada vez menos estamos refletindo sobre o sentido das coisas. Cada vez menos dando a vez ao próximo, dividindo as riquezas, tendo paciência com os erros dos outros.
Gesto de solidariedade que nada. Tudo isso é sinônimo de fraqueza. Ai seu Looser!!!
O indivíduo é o que importa. É o que você anda pensando, o que você está escrevendo, o que você está comprando. Tua marca favorita diz quem você é. Tudo tem que ser personalizável!
Não quero mais meu action figure do "Jesus, the nice guy"!

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Mano Platão

Sócrates: Ai cabeção, pensa nuns maluco que nasceram curintiano mas foram colocado desde pequeno num vestiário do pacaembú, no escuro, amarrado, de costas pra porta. Nunca sairam de lá. O que esses maluco vê é só as sombras na parede das coisa que passa na porta.

Ronaldo: Tô ligado dotô. Que sinistro!

Sócrates: Os maluco sabe que o curintia é o timão, e vê umas sombras de troféu, de umas mina passando, de uns vendedor de amendoim. Escuta a galera gritando gol, timão eeeooo, xingando a mãe do juiz...

Ronaldo: Jogo do timão na parada!

Sócrates: Então maluco, tu concorda que esses doido vão achar que a vida é só futebol e que o timão sempre é campeão?

Ronaldo: Com certeza! É nóis!

Sócrates: Depois de um tempão, um dos mano, na revolta daquelas sombra sinistra, se solta e consegue sair do vestiário e ai descobre que não tem só jogo do timão, que nem tudo é futebol e que a vida não é só sofrimento!

Ronaldo: Caraca, dotô! O cara se liga que tem o clube do curintia também, tem a quadra da Gaviões, carnaval e os trem pra Paranapiacaba! Tem a copa do mundo, o sub-20. Uma par de coisa diferente.

Sócrates: Tá imbecil! Tu saiu da caverna faz pouco tempo, então vou dar um desconto! Então, ta ligado que esse maluco nunca mais vai querer voltar pro vestiário e vai sentir pena dos seus companheiros? E que prefere ver jogo do XV de Piracicaba do que ter que voltar?

Ronaldo: Com certeza!

Sócrates: Por uma desgraça, tipo desilusão por perder pro palmeiras, ele volte pro vestiário. Ai depois de um tempo ele começa a ver as sombras novamente e começa a contar pros manos que lá fora não tem só essa parada, que é diferente, que tem outras coisas belas pra ver, e que o curintia até perde jogo.

Ronaldo: Até parece que os mano vão acreditar nele! Vão tirar muito sarro da cara dele e vão dizer que ele voltou meio frutinha, isso sim! E assim dotô... Se ele vier com esse papo de perder do palmeiras, eu entro lá e cubro ele de porrada!

Sócrates: Putz!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

10 Mandamentos do Arquiteto de Software

  1. Simplicidade e Segurança.
  2. Desempenho não é tudo, mas é 99%.
  3. Não reinvente a roda. Se achar que irá fazer melhor, lembre-se que o projeto que não acaba, acaba com você.
  4. Constraint é coisa de banco de dados.
  5. Use padrões sempre que possível. Se não puder, crie um.
  6. Sempre que achar que está perfeito, pergunte a equipe de testes.
  7. Não culpe o fabricante da tecnologia pelos erros que você vai cometer.
  8. As vezes, "Ótimo" é só uma marca de sabão em pó.
  9. Se não tiver uma equipe de infra-estrutura, tenha um bom fornecedor de pizzas.
  10. Flexíbilidade e Elegância é para bailarino (sem preconceito).
  11. Toda regra tem exceção.