Continuando o post Mundo Raso... porque achei um dos elementos de causa para esse desastre.
Eu não sabia quem era o inventor do positivismo, por isso fui ao Wikipedia e descobri que foi Auguste Comte, que por coincidência é o mesmo cara que inspirou o lema "Ordem e Progresso" da nossa bandeira. As idéias dele foram importantes para a ciência, embora eu achei que ele escorregou ao criar uma religião, mesmo sendo uma religião sem deuses.
Eu coloquei isso porque aparentemente, "pensamento positivo" tem a ver com o movimento positivista, certo? Errado! (ok, só eu não sabia dessa! - editado: descobri que no início do nerdcast #401 o Alixandre Jovem Nerd também cometeu essa canelada). Mas vou deixar a parte de cima para balancear o post.
O pensamento positivo tem a ver com o otimismo, que é uma coisa que eu não aprendi a praticar.
Descobri que o Dale Carnegie, que é aquele cara de sucesso referência em qualquer curso de vendas que se preze, influênciou um tal de Napoleon Hill a escrever o livro Think and Grow Rich onde ele criou o termo "Pensamento Positivo", que no original, em inglês, é conhecido como "Positive Mental Attitude" ou PMA.
Já de início começou torto, porque o Carnegie não foi um cara de sucesso porque era otimista e sim porque era persistente, dedicado e bom naquilo que fazia.
Essa desgraça da PMA é a criadora de todos os livros de auto-ajuda que trazem a sensação de que qualquer animal de teta consiga ser muito bom em qualquer coisa que ele escolha pra fazer, apenas praticando a PMA. Tenho certeza que isso também influênciou o autor daquele livro "O Segredo", que está na minha lista pra servir de combustível pra churrasco.
Fazer as pessoas acharem que conseguem ter o sucesso apenas porque são ultra-mega-otimistas só contribui para o aumento do diâmetro da pizza do conhecimento, que não tem ao menos uma borda recheada. Fica com a massa fina e quebradiça e o recheio é de poucas fatias de muzzarela desnatada.
Para entender de onde veio mais essa conclusão: Post do Steve Salerno Traduzido, Post Original do Steve, Livro do Steve,
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Dieta de Ouro
Não aguento mais ver programas de emagrecimento que não atacam o problema pela raiz! Ai vai minha dica de programa para perder peso. Pré-requisitos: Ser mulher, não ter mais do que o dobro do peso que gostaria de ter e uma pessoa de confiança.
- Pegue o dinheiro que você iria pagar uma academia e guarde todo mês por 1 ano.
- No final de 1 ano, dê o dinheiro para uma pessoa de confiança.
- Peça a ela pra medir seu peso toda semana.
- Cada vez que você perder peso em relação a semana anterior, ela te paga 25% do valor que você investiu mensalmente.
- Se você não emagrecer na semana, ela retem o dinheiro acumulado até a semana que você ficar com o peso abaixo do menor valor obtido até então.
quinta-feira, 31 de março de 2011
A arte da comunicação
Hoje consegui entender um pouco mais sobre a arte da comunicação. Há alguns dias, escuto pelo rádio um comunicado insistente da empresa distribuidora de energia da minha cidade. O comunicado:
"Por respeito ao consumidor e visando aperfeiçoar a qualidade de atendimento ... bla bla bla ... a empresa informa que a parti de abril não fará mais a entrega de diversas faturas de energia elétrica em único endereço... "
Ao ouvir isso constantemente pelo rádio, comecei a achar que era importante e que isso afetaria todos os consumidores e até mesmo achei que a empresa deixaria de entregar as faturas. Resolvi entrar no site da empresa por entender que ali encontraria mais informações.
Wrong! Para minha surpresa, no site tinha o mesmo comunicado, idêntico, sem nenhuma vírgula adicional, apenas um 0800 para "mais informações comerciais". Como algo que parece facilitar a vida do consumidor e deixará de ocorrer, pode resultar em mais respeito e qualidade de atendimento? Com a curiosidade aguçada resolvi ligar e depois de falar com a URA que pratica o gerundismo, fui atendido e pedi mais informações sobre o tal comunicado.
Na verdade, a mudança iria afetar apenas aqueles consumidores que tem mais de um imóvel e que hoje recebem as faturas de todos os imóveis em um endereço apenas. As faturas passariam a ser entregues diretamente no endereço do imóvel, ou seja, a facilidade que provavelmente foi colocada "para melhorar a qualidade do atendimento" seria retirada e a empresa continuaria "melhorando a qualidade do atendimento".
Já que eu tinha gasto meu tempo com o telefonema, resolvi sugerir que o comunicado do site recebesse o complemento da comunicação da forma como estavam me explicando e a empresa recusou a sugestão de imediato, dizendo as pessoas que tem mais de um imóvel já teriam recebido essa informação pelo correio.
Lamentável. +2 Deméritos!
"Por respeito ao consumidor e visando aperfeiçoar a qualidade de atendimento ... bla bla bla ... a empresa informa que a parti de abril não fará mais a entrega de diversas faturas de energia elétrica em único endereço... "
Ao ouvir isso constantemente pelo rádio, comecei a achar que era importante e que isso afetaria todos os consumidores e até mesmo achei que a empresa deixaria de entregar as faturas. Resolvi entrar no site da empresa por entender que ali encontraria mais informações.
Wrong! Para minha surpresa, no site tinha o mesmo comunicado, idêntico, sem nenhuma vírgula adicional, apenas um 0800 para "mais informações comerciais". Como algo que parece facilitar a vida do consumidor e deixará de ocorrer, pode resultar em mais respeito e qualidade de atendimento? Com a curiosidade aguçada resolvi ligar e depois de falar com a URA que pratica o gerundismo, fui atendido e pedi mais informações sobre o tal comunicado.
Na verdade, a mudança iria afetar apenas aqueles consumidores que tem mais de um imóvel e que hoje recebem as faturas de todos os imóveis em um endereço apenas. As faturas passariam a ser entregues diretamente no endereço do imóvel, ou seja, a facilidade que provavelmente foi colocada "para melhorar a qualidade do atendimento" seria retirada e a empresa continuaria "melhorando a qualidade do atendimento".
Já que eu tinha gasto meu tempo com o telefonema, resolvi sugerir que o comunicado do site recebesse o complemento da comunicação da forma como estavam me explicando e a empresa recusou a sugestão de imediato, dizendo as pessoas que tem mais de um imóvel já teriam recebido essa informação pelo correio.
Lamentável. +2 Deméritos!
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terça-feira, 1 de março de 2011
Mundo Raso
Esse tema é extenso, e queria refletir mais sobre ele antes de escrever, mas achei melhor escrever em partes e seguir o "modus operandi" atual da sociedade moderna.
Tudo começa com observações sobre o cotidiano. O que eu tenho vivido ultimamente, e confrontado com observações semelhantes de amigos, é que o mundo está cada vez mais fino, raso e achatado. É claro que a minha percepção não vai além do que acontece ao meu redor, e por isso, a ideia de colocar no blog é para tentar medir o tamanho do estrago.
A observação inicial começou com um gesto simples de levar meu carro ao mecânico onde depois de uma via sacra em mais três oficinas consegui finalmente descobrir a causa do defeito. Das três, encontrei apenas uma onde o mecânico parecia realmente entender do assunto.
A próxima experiência foi para fixar minha TV na parede. Começando com a compra do suporte que dizia servir para qualquer modelo e para a minha TV era diferente. Depois, quando achei o tamanho correto, ao abrir a caixa o fabricante, descaradamente informava que os parafusos de fixação no lado da TV podiam não servir. Ao tentar comprar os parafusos, sem uma especificação certa, cheguei a especificação de um parafuso M8x60. Ao chegar na loja de ferragens, o primeiro vendedor sequer sabia o que significava essa medida. Para o segundo, tive que explicar que eram medidas em milímetros onde ele arriscou usar um paquímetro sem muito sucesso para tentar me vender um parafuso "semelhante".
Se eu precisar ir a um posto médico de emergência ou a um pediatra levar meus filhotes, é trágico chegar sem um diagnóstico pronto. Se falo dos sintomas, o resultado é uma "virose". Se arrisco algo como uma inflamação ou resfriado, será esse. Mesmo com radiografias, os médicos não tem muita certeza do diagnóstico. É difícil encontrar um que justifique o diploma.
Se eu colocar minhas histórias nas empresas, vai ser um desastre. Será uma sequência de episódios de amadorismo cruel. Quanta gente enfiada em profissões para as quais não tem o mínimo de aptidão! Quanta gente fazendo trabalho completamente amador apenas porque recebeu uma indicação. Quantos sem um mínimo de paixão pela profissão!
Existem outras situações que passei a observar e que são situações comuns, do dia a dia, mas que sempre chegam ao mesmo ponto, ou seja, a exacerbação do amodorismo, a falta de conhecimento básico, a despreocupação com o saber. Se levar em conta os exemplos que encontro no trânsito, o número de amadores tende ao infinito.
Não é um desastre total. É claro que encontro profissionais, pessoas dedicadas e que sabem o que estão fazendo, mas claramente é uma exceção.
Uma das conclusões que cheguei e espero estar errado, é que a culpa é do excesso de informação. Parece que a revolução do conhecimento está levando as pessoas a ficarem mais preguiçosas ou dispersas e consequentemente aproveitando apenas a informação de qualidade ruim. As pessoas param de pensar e questionar porque a informação é abundante e não é preciso entender. É preciso apenas ter o acesso.
Eu tinha a certeza de que mais acesso a informação nos levaria mais perto de uma civilização mais "inteligente" e mais evoluída, mas parece que o resultado não está sendo esse. A mesma informação errada ou não criticada é replicada diversas vezes e parece se tornar uma verdade. Esse ciclo tem cara de armadilha para a liberdade de pensamento. Como diria um professor, são os grilhões sendo colocados aos poucos, mas dessa vez no cérebro!
Tudo começa com observações sobre o cotidiano. O que eu tenho vivido ultimamente, e confrontado com observações semelhantes de amigos, é que o mundo está cada vez mais fino, raso e achatado. É claro que a minha percepção não vai além do que acontece ao meu redor, e por isso, a ideia de colocar no blog é para tentar medir o tamanho do estrago.
A observação inicial começou com um gesto simples de levar meu carro ao mecânico onde depois de uma via sacra em mais três oficinas consegui finalmente descobrir a causa do defeito. Das três, encontrei apenas uma onde o mecânico parecia realmente entender do assunto.
A próxima experiência foi para fixar minha TV na parede. Começando com a compra do suporte que dizia servir para qualquer modelo e para a minha TV era diferente. Depois, quando achei o tamanho correto, ao abrir a caixa o fabricante, descaradamente informava que os parafusos de fixação no lado da TV podiam não servir. Ao tentar comprar os parafusos, sem uma especificação certa, cheguei a especificação de um parafuso M8x60. Ao chegar na loja de ferragens, o primeiro vendedor sequer sabia o que significava essa medida. Para o segundo, tive que explicar que eram medidas em milímetros onde ele arriscou usar um paquímetro sem muito sucesso para tentar me vender um parafuso "semelhante".
Se eu precisar ir a um posto médico de emergência ou a um pediatra levar meus filhotes, é trágico chegar sem um diagnóstico pronto. Se falo dos sintomas, o resultado é uma "virose". Se arrisco algo como uma inflamação ou resfriado, será esse. Mesmo com radiografias, os médicos não tem muita certeza do diagnóstico. É difícil encontrar um que justifique o diploma.
Se eu colocar minhas histórias nas empresas, vai ser um desastre. Será uma sequência de episódios de amadorismo cruel. Quanta gente enfiada em profissões para as quais não tem o mínimo de aptidão! Quanta gente fazendo trabalho completamente amador apenas porque recebeu uma indicação. Quantos sem um mínimo de paixão pela profissão!
Existem outras situações que passei a observar e que são situações comuns, do dia a dia, mas que sempre chegam ao mesmo ponto, ou seja, a exacerbação do amodorismo, a falta de conhecimento básico, a despreocupação com o saber. Se levar em conta os exemplos que encontro no trânsito, o número de amadores tende ao infinito.
Não é um desastre total. É claro que encontro profissionais, pessoas dedicadas e que sabem o que estão fazendo, mas claramente é uma exceção.
Uma das conclusões que cheguei e espero estar errado, é que a culpa é do excesso de informação. Parece que a revolução do conhecimento está levando as pessoas a ficarem mais preguiçosas ou dispersas e consequentemente aproveitando apenas a informação de qualidade ruim. As pessoas param de pensar e questionar porque a informação é abundante e não é preciso entender. É preciso apenas ter o acesso.
Eu tinha a certeza de que mais acesso a informação nos levaria mais perto de uma civilização mais "inteligente" e mais evoluída, mas parece que o resultado não está sendo esse. A mesma informação errada ou não criticada é replicada diversas vezes e parece se tornar uma verdade. Esse ciclo tem cara de armadilha para a liberdade de pensamento. Como diria um professor, são os grilhões sendo colocados aos poucos, mas dessa vez no cérebro!
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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Xá Comigo #2
Meu DVD Player pifou já faz um tempo. Por experiência própria eu já sabia que ao levar para o conserto não sairia barato.
Quando o valor do conserto é barato, o pessoal arredonda para uns 40% do valor do equipamento só para o otário não desistir do reparo. Então, mais uma vez decidi botar a mão e arrumar. Minhas experiências anteriores não estavam no campo dos eletrônicos. Eu já havia trocado algumas peças da máquina de lavar, trocado o transformador da secadora, restaurado as peças do fogão, consertado ventiladores e aspiradores de pó. Já tenho experiência para abrir a minha biboca de conserto de eletrodomésticos quando me aposentar.
Depois do diagnóstico e de abrir o aparelho descobri que a placa que tem o circuito da fonte estava com problema. Olhei para aquele capacitor meio estufado cheguei a pensar em trocá-lo, mas mesmo tendo a sensação de ter descoberto o problema, decidi não arriscar. Procurei uma loja autorizada e questionei o preço da placa da fonte. O fabricante me ofereceu a 45 pila. Para constar, 16% do valor do aparelho. Achei um bom negócio e comprei a peça. Porém quando o cidadão me mostrou a peça, me disse que ela não era exatamente o mesmo modelo e que eu teria que tirar um ou dois componentes da original e colocar na nova. A essas alturas ele já acreditava que eu era um técnico experiente e eu também.
Pra trocar os componentes eu precisaria comprar um pequeno ferro de solda que me custou mais 13 pila. Com aquela pulga atrás da orelha, resolvi aproveitar a loja de eletrônicos e comprar também o capacitor que eu estava desconfiado que me custou mais 53 centavos. Já que eu iriar me desfazer da placa antiga, poderia aproveitar para fazer minhas experiências com ela.
O resultado foi que a placa original passou a funcionar quando eu troquei o capacitor. Assim, pelo preço de 13,53 consertei o aparelho e ainda fiquei com um ferro de solda novo para as próximas experiências e uma placa de fonte nova na mão. Se alguém tiver um DVD Player da Phillips com defeito na fonte, vendo a placa baratinho, pelo preço de custo. :O)
Quando o valor do conserto é barato, o pessoal arredonda para uns 40% do valor do equipamento só para o otário não desistir do reparo. Então, mais uma vez decidi botar a mão e arrumar. Minhas experiências anteriores não estavam no campo dos eletrônicos. Eu já havia trocado algumas peças da máquina de lavar, trocado o transformador da secadora, restaurado as peças do fogão, consertado ventiladores e aspiradores de pó. Já tenho experiência para abrir a minha biboca de conserto de eletrodomésticos quando me aposentar.
Depois do diagnóstico e de abrir o aparelho descobri que a placa que tem o circuito da fonte estava com problema. Olhei para aquele capacitor meio estufado cheguei a pensar em trocá-lo, mas mesmo tendo a sensação de ter descoberto o problema, decidi não arriscar. Procurei uma loja autorizada e questionei o preço da placa da fonte. O fabricante me ofereceu a 45 pila. Para constar, 16% do valor do aparelho. Achei um bom negócio e comprei a peça. Porém quando o cidadão me mostrou a peça, me disse que ela não era exatamente o mesmo modelo e que eu teria que tirar um ou dois componentes da original e colocar na nova. A essas alturas ele já acreditava que eu era um técnico experiente e eu também.
Pra trocar os componentes eu precisaria comprar um pequeno ferro de solda que me custou mais 13 pila. Com aquela pulga atrás da orelha, resolvi aproveitar a loja de eletrônicos e comprar também o capacitor que eu estava desconfiado que me custou mais 53 centavos. Já que eu iriar me desfazer da placa antiga, poderia aproveitar para fazer minhas experiências com ela.
O resultado foi que a placa original passou a funcionar quando eu troquei o capacitor. Assim, pelo preço de 13,53 consertei o aparelho e ainda fiquei com um ferro de solda novo para as próximas experiências e uma placa de fonte nova na mão. Se alguém tiver um DVD Player da Phillips com defeito na fonte, vendo a placa baratinho, pelo preço de custo. :O)
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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Mega Otário
Fim de ano. Tempo de festa e hora de jogar na "mega da virada".
Eu não sei exatamente o motivo, mas depois de outubro de 2010 eu comecei a entender melhor a megassena. É claro que se estivéssemos nos tempos de Euler, Gauss, Liebniz ou qualquer matemático, não tão esperto, e eu mostrasse esse dois resultados consecutivos com 4 números idênticos, com certeza me aconselhariam a não perder meu dinheiro nisso.
Mas sempre tem aquele que vai dizer: "A chance de cada número é sempre a mesma, não tem nada a ver...".
Deixo aqui minha admiração para o inventor desse negócio. Nem mesmo o Copperfield conseguiu enganar tanta gente.
Eu não sei exatamente o motivo, mas depois de outubro de 2010 eu comecei a entender melhor a megassena. É claro que se estivéssemos nos tempos de Euler, Gauss, Liebniz ou qualquer matemático, não tão esperto, e eu mostrasse esse dois resultados consecutivos com 4 números idênticos, com certeza me aconselhariam a não perder meu dinheiro nisso.
Mas sempre tem aquele que vai dizer: "A chance de cada número é sempre a mesma, não tem nada a ver...".
Deixo aqui minha admiração para o inventor desse negócio. Nem mesmo o Copperfield conseguiu enganar tanta gente.
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