sexta-feira, 11 de maio de 2012

Luz da Tarde

A sombra que vejo no rosto do meu filho, em uma tarde no parque, nos meus braços, sorrindo.
Parece abraçar o mundo com seu olhos.
A minha menina, deitada em seu carrinho, olhando para o céu e descobrindo as folhas das árvores, ouvindo o som dos pássaros.
Parece conversar com a natureza com seu olhar.
A mãe segurando forte o guri em seus braços, tentando protegê-lo do mundo, apertando forte seu pequeno corpo.
Com os olhos fechados quer sentir o seu calor como se ainda pudesse tê-lo em sua barriga.
Num dia em que a luz da tarde nos presenteia com esses momentos, não damos o devido valor.
São pequenos momentos que não prestamos atenção.
Esses momentos em que apenas as fotos, que congelaram o tempo, nos revelam.
Das tecnologias que já criamos, a fotografia é ainda a que mais me fascina com as pequenas obras de arte que pode criar.


sexta-feira, 20 de abril de 2012

Risco, Trisco e Belisco

Meus amigos de infância vão lembrar dos tempos que passávamos horas desenhando no asfalto com giz de gesso, pedra, tijolo e com tudo que riscasse o chão. Era só achar uma casa em construção ou entulho de reforma pra gente "emprestar" os retalhos de gesso e fazer "arte" na rua.
Não dá pra comparar com um trabalho artístico desse abaixo, mas tinha muita coisa criativa, tinha discussão metafísica e até solução de problemas de lógica e matemática. O mais importante é que a gente tinha a rua toda pra desenhar e ninguém te chateava por isso. Passado alguns dias ou uma tarde de chuva, já estava tudo limpo de novo.
A gente passava mais tempo com os amigos e mais tempo trocando ideias. Era uma comunidade real, com papo, jogos, brigas e muito aperto de mão. Esse mundo digital acabou com isso. Hoje em dia mesmo "curtindo" alguma coisa na rede social, as pessoas não lembram de cumprimentá-las.
Taí! Essas redes deveriam ter um alerta para monitorar a quantidade de vezes que você curti alguma coisa de alguém e colocar lá no seu perfil a quantidade de abraços e apertos de mão que você está devendo para aquele "amigo". :)



O site do qual kibei o desenho ai de cima é odosketch. Muito legal!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Condição Mais Que Imperfeita


Poderia ser mais humano,
Se eu pensasse antes de agir.
Poderia ser menos egoísta,
Se eu escutasse antes de falar.

Poderia ter menos culpa,
Se eu julgasse antes de acusar.
Poderia ter mais paz,
Se eu defendesse antes de atacar.

Poderia ser mais generoso,
Se eu compartilhasse antes de guardar.
Poderia ser menos ganancioso, 
Se eu distribuísse antes de lucrar.

Poderia ter menos ansiedade,
Se eu estudasse antes de arriscar.
Poderia ter mais futuro,
Se eu planejasse antes de executar.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

AI Mano!


Senta, que lá vem história:
Em outubro desse ano, me inscrevi para o curso online de inteligência artificial patrocinado pela Stanford. 
O que mais chamou minha atenção foi aceitar o código de honra no momento da inscrição, coisa rara nesses tempos.


Foram 10 semanas de aulas online com bastante conteúdo e bem administrado pelos professores (Peter Norvig e Sebastian Thrun). O site mantinha o histórico das aulas assistidas, das respostas e ainda tinha a oportunidade de ver um vídeo explicando cada resposta pra conferir.
O site também abriu 2 fóruns para os alunos discutirem as questões e as aulas e os moderadores sempre lembravam o povo do código de honra. :)
A ferramenta de avaliação era simples, com quizzes durante as aulas que não contavam pontos e algumas questões no final relacionadas com o tema da semana. Dava pra acompanhar a evolução dos acertos no próprio site.
É claro que a ideia era que você passasse a semana assistindo às aulas e fizesse a "lição de casa" no final de semana, mas pra mim não funcionou. Fiz tudo no final de semana, em sequência. Também foram aplicadas 2 "provas" no mesmo estilo online, com prazo para realizar. Uma na metade do curso e outra no final.


Nesse mês, depois da última prova, saiu o resultado final e minha média, contando o home work (30%), prova intermediária (30%) e prova final (40%) ficou em 73.
Queria ter tido mais tempo pra me dedicar e não apenas os finais de semana, mas valeu muito. O conteúdo foi bem explorado e mesmo sendo bem básico, segundo os professores, eu aprendi bastante sobre os conceitos e as técnicas.

Agora já estou preparado para quando os robôs dominarem o mundo. :)

sábado, 20 de agosto de 2011

Fábrica de Água

Hoje vi no blog do MundoGump um post falando de uma americano que invetou uma maquina que faz água a partir da condensação do Ar.

Então lembrei de 2009, quando participei do TEDxSP, onde um cidadão da HNF, que é uma empresa de Minas Gerais, fez uma maquina que produz água usando a mesma ideia. Achei um post no blog da Karla, que também participou do TEDxSP, falando sobre essa máquina. O Inventor é Norman Queiroga e eu consegui conversar um pouco com ele no dia. Naquela época ele já tinha projeto para adaptar coletores solares no equipamento.


Tem outro post no PEGN falando sobre a invenção.

O invento já ganhou destaque no programa do Ratinho, mas merecia mesmo, uma reportagem no Fantástico.


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Acreditar é Preciso

Já há algum tempo tenho notado que os "não-teístas" estão cada vez mais em foco. Acredite, esse é o melhor nome para descrever os ateus. Essa palavra é nova e mais fácil de explicar porque não requer um dicionário (a = negação). E também a maioria das pessoas tem medo de falar "ateu" com o risco de ser pecado.

O que me chamou a atenção para o assunto foi uma notícia (ouvi no rádio) hoje pela manhã a respeito de uma campanha movida pela ATEA, que é uma associação para os não-teístas e agnósticos. Agnósticos são aqueles camaradas que são ateus, mas ainda não tem muita certeza, e usam essa palavra para confundir aqueles malas que vem pregar na porta de casa. Tem gente também que diz que são os caras que acreditam em um deus ou força divina, mas não tem religião. Whatever, vão pro inferno do mesmo jeito. :)

Eu me encaixo mais no perfil do não-teísta porque já passei pela fase de agnóstico.

Eu vi a campanha e me coloquei em uma posição de observador, nesse caso. Eu entendo que, se não chocar, não tem visibilidade e que se a ideia é passar a mensagem de "ói nóis aqui traveis", tem que ter impacto. Mas como o povo tem pouca informação sobre o assunto e os brasileiros são menos "protestantes" que os americanos, acho que pode provocar maior retração e colocar as pessoas ainda mais na defensiva. Olhei alguns comentários e tem gente com opiniões bem distintas a repeito. Talvez o pessoal mais jovem entenda melhor a mensagem.

Depois disso tentei saber mais sobre a associação e a primeira coisa que veio na minha cabeça foi: Afinal por que esse povo vai se associar? Isso não vai criar uma espécie de "entidade" com "contribuições" para "o bem de todos". Quem seria tão estúpido em cair nessa?

Então eu entrei no site dos caras pra tentar entender a proposta, mas a única coisa que me chamou a atenção foi uma frase explicando para os monoteístas o que é um não-teísta: "Se você é monoteísta, ou seja, se acredita na existência de um único deus, então já é quase tão ateu quanto nós, pois entende que todos os demais deuses são apenas criações humanas. Quando você entender porque não acredita em todos eles, saberá por que não acreditamos no seu também."

Não tiro o mérito do esforço porque não é fácil juntar pessoas para qualquer coisa, principalmente as que não acreditam nem mesmo em Deus! Gzuis! :) Mas de uma certa forma, seguir de maneira militante não é algo que me agrada (desculpa ae Dawkins). Embora eu me encaixe num grupo semelhante, não dá pra deixar alguém representar o que eu penso de forma genérica e coletiva.

Vejamos:
Eu não quero "desconverter" as pessoas. Ao dizer que estou certo e os que pensam diferente estão errados, estarei fazendo aquilo que não gosto que façam comigo.
Eu não estou preocupado com a crença dos outros. Essa é uma opção completamente individual baseada na educação e na percepção de mundo de cada um. O processo de "descobrir o mundo" deve ser individual e respeitado. Acho que é isso a tal "liberdade religiosa".

Mas onde é que o bicho pega? O problema está em outra situação que não tem a ver com as opções religiosas individuais das pessoas. O problema está quando um grupo de pessoas com intenções maléficas (ou seria malévolas?) usam outra "massa" de pessoas, que se estão sendo usadas é porque são ignorantes, no melhor sentido da palavra, para benefício próprio ou de um pequeno grupo, parecido com alguns políticos de um certo país.

Quando isso acontece, aparece uma face de coletividade que acaba representando aquele grupo de pessoas e as mesmas entram em uma certa sincronia de forma a deixar de perceber as pequenas situações particulares e julgar de forma coletiva o comportamento de quem não faz parte do grupo. Isso tudo ocorre por ser mais fácil pensar em grupo do que individualmente. Nesse momento, se o "bicho pegar", os mais fracos é que acabam se dando mal.

Nesse sentido o que se deve combater é a visão desse tipo de coletividade ou tentar mostrar a essas pessoas que o problema não está no que ela acredita e sim no coletivo que ela representa. As ações devem ser mais para "acordar" e trazer informações às pessoas do que querer convertê-las ou desconvertê-las. Em resumo, combater a ignorância, apenas isso. E a pior forma de fazer isso é criar um grupo que vai agir de forma semelhante.

Um belo dia você cruza com alguém que foi ofendido por um grupo e sem saber afirma que é do outro grupo e acaba "pagando" apenas por esse motivo. Por isso, é preciso acreditar que existe outras formas de levar a humanidade para frente.

sábado, 2 de julho de 2011

Google+

O novo serviço parece que vai acertar dessa vez. Depois de navegar um pouco e testar algumas funções, eu posso dizer que já gostei. Meu facetterkutcídio já está com a contagem regressiva ligada. Isso faz sentido pra mim depois que me apresentaram a Lei de Miller e o Número Mágico 7, que em resumo limita a quantidade de coisas que a nossa memória conseguer lidar por vez.

A navegação não é tão poluída quanto a do Orkut ou Facebook. A forma de compartilhar informações não é tão confusa quando o Wave e dessa vez não houve o "epic fail" de liberar geral que aconteceu com o Buzz. O Google aprendeu com as sua falhas e ainda inovou no aspecto de trazer as informações de forma bastante leve e clara.

Fica clara também a preocupação com a privacidade e isso faz sentido em um momento onde essa questão é tão polêmica quanto "mamilos!". A galera dessa geração "privacidade zero" está acostumada e obviamente não enxerga os riscos e o lado negativo dessa exposição massiva. E nesse sentido o Google+ está acertando por permitir que o usuário determine o nível de exposição. Isso não quer dizer que ele está protegendo as pessoas e sim que está dando mais oportunidade de controle.

Outra idéia também é popularizar o serviço +1 que já está integrado ao mecanismo de busca do Google. A briga com o Like do FB vai ser boa.

Entendi também que deverá haver integração dos serviços atuais como o Reader, Books e Docs, por exemplo, de forma a trazer as atividades comuns das pessoas para um local único. O serviço tem mais chance de eliminar o email do que a tentativa do FB. A estratégia de centralizar e facilitar a utilização dos serviços também vai de encontro a estratégia da empresa para vender os ChromeBooks.

O Mashable fez uma analise interessante do Google+ bem legal. Recomendo. +1 :O)