domingo, 6 de dezembro de 2009

TEDxSP

Demorei um pouco para colocar minhas impressões desse evento porque precisei de bastante tempo para digerir todo o "stream" de informação ao vivo que foi carregada na minha cabeça no melhor estilo Matrix Loading... Foi energia da mais pura direto no córtex! Vou tentar descrever, mas com certeza esse post vai apenas esbarrar no que realmente aconteceu no evento.

Fiquei muito contente quando recebi a confirmação da minha participação. Aproveitei para visitar a família em Sampa que também mora na zona leste.
- Organização: Simplesmente perfeita. Desde o material até as refeições, bebidas e os horários. Sem dizer que todos eram voluntários e bem dispostos. Foi um exemplo de dedicação e doação.
- Local: Na parte "velha" de Sampa, antiga região da Alpargatas que estava esquecida e abandonada e ganhou um belo teatro e uma excelente faculdade. Puro contraste social. A decoração do local também estava muito bem feita para trazer o espírito do TED.
- Palestras: Tinha gente emocionada, tinha gente experiente e preparada, tinha gente iniciando, teve arte, emoção e informação. O mais impressionante foi a velocidade dos talks. Não tinha tempo para questionar, não tinha tempo para refletir. Só dava para deglutir.

O primeiro bloco do evento foi o que eu mais curti. Acho que por juntar a ansiedade com talks carregados de emoção como o do Gutti Fraga com seu "Surfar o Tubão".
A palestra que mais me impressionou foi a do Luiz Algarra. Ele colocou um ritmo alucinante na frase tema do evento. Minha primeira experiência com a incontinência verbal interconectada. Como eu tenho o lado direito do cérebro cartesiano, tenho que dizer que foi emocionante.

O "medo de falar em público" foi parte de quase todos os talks. Teve gente mais acostumada a lidar com público como o do presidente do Santander, a Regina Casé e Sra. Setubal, mas a maior parte dos palestrantes se mostrou vítima dessa doença, mas enfrentou com coragem e conseguiu converter o medo em emoção de verdade daquelas que nem mesmo em uma peça de teatro a gente consegue presenciar. É como tomar um chopp no Pinguim, direto da fabrica!

Teve um assunto interessante que foi a maquina de fazer água. Conversei com o cidadão que está tocando o projeto e ele estava bem empolgado e o futuro é ter uma maquina que usa energia solar e assim vai se tornar um módulo independente até mesmo da energia.

Teve o talk da Fernanda Viegas, aquela do Many Eyes. Com eu sou do ramo, já conhecia o projeto desde 2008 e até usei pra umas estatísticas de usuários do meu componente.

Gostei também das palestras do Paulo Saldiva, do Augusto de Franco, Silvio Meira e do Denis Russo. Foram assuntos interessantes por falar de teorias das redes e também de comportamento em geral. Não vou deixar de citar a Dona Adonzinda que foi um exemplo de dignidade e perseverança.

Esse evento foi realmente surpreendente. O público estava bastante interessado nas palestras, dava pra sentir um foco comum principalmente pelo lado voluntário do evento como um todo. A galera parece ter mesmo entendido o objetivo do TEDx. A frase que ficou na cabeça foi "O mundo viverá pra sempre em modo beta".

Um coisa que foi falada bastante no evento foi um lance de não ter muito o passado e o futuro, foco no presente, no agora. Eu discordo um pouco disso. Acho que é importante aprender com o passado e planejar o futuro.

Eu vi que a maior parte das pessoas eram mais jovens e tinham aquele sentimento de mudança do jovem, de querer abraçar o presente e fazer a diferença agora. Teve muita empolgação também com o caminho que o Brasil está tomando com as notícias do petróleo, da copa, das olimpíadas, com as oportunidades que estão surgindo e deu aquele gostinho de que o Brasil vai dar certo, again!

Eu sou mais cético nesse ponto e não compartilhei muito dessa euforia, mas não acho que seja errado pensar assim. É essa a força que move um pouco a roda da ilha. Uma hora vai acontecer e eu acredito muito na mudança pela geração. É bem complicado uma mudança na cabeça das pessoas que estão no comando desse trem hoje.

Teve uma palestra no final onde o cidadão tentou costurar uma idéia do papel do Brasil no mundo, pensando no BRIC e foi interessante. A conclusão foi esquisita. É difícil para nós mesmos sabermos a nossa identidade e nosso papel. Não conseguimos ainda sair do nosso próprio mundo e enxergar o que a nossa "massa" representa. Como se diz por ai, pega essa!

O site do TEDxSP já está apresentando algumas palestras e em breve terá todas. Acompanhe e espalhe!

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