sábado, 4 de setembro de 2010

Brasil, um Sonho Intenso

Hoje eu me senti um brasileiro.
Não aquele brasileiro que gosta de futebol ou que gosta de carnaval, do bom samba ou de MPB. Não aquele que gosta das lindas praias e das florestas ainda preservadas. A poesia, o rock, o acarajé, o sushi e a macarronada.
Aquele esteriotipo exemplar, emocional, passional, que oferece ao mundo a paixão pela vida, pelo esporte ou pela natureza e sobretudo, aquele que gosta de sempre dar um jeitinho. É fácil reconhecer esse brasileiro em qualquer lugar do mundo. Nós já temos a nossa etiqueta pronta.
Hoje eu me senti ainda mais brasileiro.
Eu pude tocar a mais profunda raiz daquilo que nos torna miseráveis, tão miseráveis que é dificil acreditar, que algum dia, poderemos ser uma nação de verdade, uma nação de nativos do Brasil.
Talvez eu tenha conseguido finalmente entender porque meu país é assim, um gigante pela própria natureza, belo, impávido colosso, mas que o futuro insiste em não espelhar essa grandeza.
Hoje vi como a justiça é fraca. Escutei homens que poderiam ser grandes exemplos para seus filhos, brasileiros que poderiam se orgulhar de fazer a coisa certa, mas se renderam a velha, desgraçada e corrupta vontade de tirar vantagem.
Essa erva daninha que também é responsável pelo "jeitinho" está tão enraizada no ser brasileiro que chega a ser quase uma parte do DNA. Já é passada de pai para filho.
Depois de ruminar todo o episódio, consigo perceber mais claramente porque hoje nós temos que escolher entre Lulas, Dilmas, Collors, Sarneys, Serras e Malufes. Consigo perceber porque nossas opções são tão pobres e pequenas.
A minha conclusão é que nos falta identidade e coragem. Precisamos de força e perseverança para não fugir à luta. Precisamos combater a corrupção, o jeitinho, o hábito de tirar vantagem. Precisamos de honestidade e principalmente ensiná-las aos nossos filhos.
Precisamos deixar de nos conformar com o prato miserável que nos é apresentado todos os dias.
Precisamos parar de esperar alguém erguer a clava forte.
Precisamos disso para que nosso filhos vejam os risonhos e lindos campos com mais flores.
Salve! Salve!
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