segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Xaropeta da Xeropita

Era uma casa, muito engraçada, não tinha teto, não tinha nada! 

A ingenuidade é algo bom de se ver de vez em quando. Lembra da infância, lembra da época que nóis torcia pro curintia. Lembra da época que a gente brincava de "roba bandera", "mula", "palha ou chumbo", jogava futebol na rua, subia nas árvores, brigava com a turma da rua de baixo, fumava cigarrinho de maracujá seco, zuava "os crente" na porta da igreja, tinha medo do Bê e do Feben, vendia geladinho na feira, descia ladeira de rolimã, sumia com a bicicleta, brincava de playmobil, explodia morteiro na caixa de correio. E o fliperama? O pastel da feira com caldo de cana? Inesquecível!

Esse é o loop da eternidade, viver na infância, com os amigos e as paixões da escola, os pais confusos, os desenhos engraçados, os carrinhos de ferro e o pé de jabuticaba. São as melhores lembranças que agora parecem eternas, paradas no tempo.

Despreocupado com o futuro, manipulado. Aprende que tem sempre que levar vantagem, que precisa viver do "jeitinho". A escola não ensina, a rua empurra ladeira abaixo. Salvo pela humilde, traído pela passionalidade. Mas vai ser parte da maioria, vai ver seu semelhante a cada esquina.

Um salve para miséria. Outro salve para a alegria.

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