quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Bye Rismo

Lembro bem do Rismo, na época em que morava na cidade grande. Um companheiro, sempre presente nas quermesses. Era só aparecer uma rifa, uma fofoca, um cãozinho atropelado na encruzilhada, e lá estava ele, pronto para participar da história.
Se alguém quisesse saber o que estava acontecendo, bastava achar o Rismo para se atualizar das notícias. Muitas vezes, na brincadeira, chamávamos ele de "Reporter SBT - Aqui e Agora!".
Uma coisa interessante era o orgulho que ele tinha da comunidade, de morar lá, de pertencer aquele pedaço de mundo. Conhecia todos os jornaleiros, os donos das bancas das feiras, as carolas da igreja, o tio do biju e o velhinho do algodão doce. Até o noventão que fazia seu "cooper" todas as manhãs parava para se atualizar com o Rismo. Só tinha um porém, ele ficava muito irratado quando alguém falava mal do lugar que ele morava. Se o cara fosse de fora então, deus me livre!
Mas um dia ele se foi, em um acidente terrível. Estava lá, um pouco desligado do resto do mundo quando um caminhão do Wallmart o atropelou. Na confusão após o acidente, o motorista contava: - Tava lá na minha, sabe como é, olhando pra frente, né, e esse maluco atravessou de repente. Esse caminhão é bem silencioso, talvez por isso ele não tenha se ligado!
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